
Era espontânea, enigmática, e diversas vezes surpreendente. Falava o que viesse na cabeça, não era muito de medir as palavras, extremamente sincera, e tão pouco preocupada com o que causaria as pessoas, pela verdade que soava de suas palavras. Era realidade pura correndo sobre suas veias. Não estava nem ai para os pensamentos fúteis dos outros sobre si. Vivia do seu jeito, deixando as ofensas e criticas de lado. Não fazia questão de pensar no futuro. Seu lema era apenas viver intensamente, sem deixar nada escapar de suas mãos, queria aproveitar cada segundo, cada momento retribuindo sorrisos e sendo feliz do seu próprio jeito. Uma sonhadora inconstante. Uma moça doce e rara que se desprendia da realidade. Para ela não era necessário estar acompanhada para se divertir, já estava acostumada a fazer tudo sozinha. Aprendeu com a vida, que as magoas não devem ser guardadas e sim deixadas para trás. Que nada podia estragar os seus sorrisos e transformá-los em lágrimas. Era madura o suficiente, e consciente que o mundo não se tratava de um conto de fadas, mas tentava sempre torná-lo mágico do seu modo. Acreditava fielmente que sorrindo para tudo, seria feliz. E mesmo estando à beira de um precipício, a um passo apenas de cair, ela apenas entreabria sua boca com cem por cento dos dentes a amostra e sorria loucamente, como uma insana jovem indefesa quanto às armadilhas do mundo. Era puro encanto, pura felicidade. Uma metamorfose ambulante vivendo no comum mundo dos humanos sem personalidade. Uma moça cheia de defeitos, mas com mínimas qualidades que a tornavam única. - Julia Klasener, cacadorade-palavras.
(via restaram-me)

Querida infância, onde está agora?
Bom mesmo seria se eu voltasse no passado (…) e resgatasse todos aqueles momentos, todas as alegrias, tanta inocência, tantas peripécias, e agora há saudade, somente. Era tão bom quando eu podia brincar sem pensar no que fazer depois, chorar aos pés da mamãe e acalantar-me naquele cobertor quentinho, posteriormente ao sonhar com os ”anjos”. Saiba que faz falta por aqui, sim, eu era feliz e não sabia -até mesmo quando corria e caia no chão, me machucava e caia aos prantos, mesmo quando os doces haviam acabado, mesmo quando batia aquele soninho tão sereno, tão pleno. E no final de tudo, meus pais me cuidavam como um bebêzinho -e eu amava muito tudo isso. Bom era poder comer sem me preocupar com meu peso, com minha aparência, com a maquiagem na hora de sair, com meus cabelos -a única preocupação era com que boneca escolher e quem seria o ”namorado” dela. Saudades. Daquilo que ficou, daquilo que não volta mais. Saudades de voltar tarde dos passeios com meus pais e dormir no banco de traz. De tentar ficar acordada até tarde, de nunca conseguir também. Eu sempre fui meio idiota, desde pequena sempre quis arranjar um amor, aqueles de cinema. Inocente menina… Não sabia que joelhos cortados machucam menos que um amor não correspondido. Ao me lembrar daquela velha infância a nostalgia bate, os olhos já começam a se encher de lagrimas. Ah, aquela bela vidinha, sem problemas para a minha cabeça, sem mãe para gritar e me criticar. Provocar meu irmão e ele simplesmente me fazer cocegas. Sem aquela coisa de bater ou me agredir verbalmente. Esbanjava alegrias e sorrisos, sem forçar, apenas acontecia naturalmente. Minhas maiores preocupações eram decorar o nome de cada barbie, de cada boneca. Ou apenas ganhar um daquelas “disputas” de meninas versos meninos. Será tarde demais para poder reviver cada momento de antes? As vezes não se trata apenas de saudades, pode ser algo a mais. Lembro-me que elogios me deixavam rubicundo, simplesmente aceitava e não discordava das palavras da da pessoa. Me sentia incólume com a proteção e o cuidado da minha mãe. Hoje me sinto sozinha e desprotegida, queria um ombro, um colo, uma mão para alisar os meus cabelos, me fazendo dormir. Desculpe-me por querer que essa fase passe logo, realmente, passou. Desculpe-me, pai, por não ser a filha perfeita. Perdoa-me mãe, pela inúmeras vezes te fazer chorar, por fazer fazer você perder o sono, quando estava doente e por não ser o protótipo de filha. O mundo de hoje, o que vivo agora me faz dia-a-dia querer voltar no tempo, imaginar o meu mundo, só meu. Imaginar meu casamento, brincar, brincar, sorrir. Quem diria que naqueles tempos o que eu mais queria era tornar-me maior, mais velha -e hoje é o contrário. Tais ensejos, vontades não voltaram mais, tenho consciência disso. Mas o que custa querer viver o que não se pode mais numa sociedade onde somente os adaptados são aceitos? Volte infância, volte. — Milena (quase-plebeia) e Raquel (d-ominavel)
(via des-ve-lar)

Por incrivel que pareça eu ainda insisto em me tortutar quando o assunto se trata de você. Ontem a noite estava frio desejei que você estive ao meu lado, como sempre fiz e sempre faço, não vou negar, fiquei imaginando como seria perfeito se você estivesse ali, mas logo parei meu coração já estava ficando apertado por saber que eu não posso ter isso. Então coloquei aquela música que me lembra você e fiquei me perguntando porque a vida tem que ser tão injusta comigo? porque ela me separou da única pessoa pela qual entreguei meu coração? da única pessoa que fiz juras de amor? da única pessoa que eu realmente sempre amei? Quando notei lágrimas já estavam escorrendo pelo meu rosto, lágrimas de saudade de um passado não tão distante, lágrimas de uma dor interna uma das piores dores que alguém pode sentir, pois afinal não existe rémedio para esse tipo de dor. É garoto a sua partida me deixou várias marcas, marcas que nem o tempo está conseguindo fazer com que elas desapareçam, marcas que quanto mais eu tente apaga-lás elas só aumenta, cada dia mais. Me desculpe estar te escrevendo novamente jurei que nunca mais isso se repetiria, mas você sabe eu não consigo parar de te escrever mesmo sabendo que você não irá ler, da mesma forma que não consigo deixar de te amar mesmo sabendo que você não irá me retribuir tamanho sentimento. Ana Gabriela - (mesintoperdida)
(via des-ve-lar)

“Que a verdade seja dita, mesmo negando escrúpulos, tenho estado triste e sei que a razão nem mesma sei . Depois de tanto tempo aquela dor continua me atormentando, desperdiçando meu tempo enquanto relembro de lembranças que havia enterrado dentro de mim. Mas eu repito: ” Nada pode levar embora essa tristeza, nada pode parar essas lágrimas solitárias de cair, não importa o que eu faça, pois elas querem você- somente você-, para fazê-las pararem”. Posso ter mudado e transformado-me em quase todas as coisas que disse que seria, mas não significa nada se eu não tenho aquilo que tornou-se o mais importante para mim. Se ao menos, eu não sentisse que erro a todo passo que dou e não me sentisse tão sozinha enquanto estou rodeada de pessoas, poderia ser mais fácil conviver com isso. A verdade é que ansiei por tanto tempo por alguém que nunca me quis que terminei vunerável com toda essa história de amor. Até o modo como minhas farsas desencaminham e meus soluços retraem, demonstram o quanto inútilmente eu sinto medo do amor. É como se este caminho levasse-me a obstacúlos onde o perigo não seria apenas eu mesma, mas também o meu coração. Porém, honestamente, esconder o medo no lado de dentro, seria a melhor das ideias, até porque, não adianta sentir ignorantemente pavor do que pode acontecer e o que consequentemente posso não conseguir evitar. Posso me lamentar depois, mas sei que não dá pra se viver sem criar expectativas e grandes esperanças do que a vida pode me reservar.”(Ariel D. | Querid0canalha)
(via des-ve-lar)

Está tudo tão bagunçado. Não é mais só o quarto, agora inclui também sentimentos e coração. Sentimentos que vão surgindo sem saber ao menos como decifrá-los, ilusões vão crescendo cada dia mais e mais, dúvidas que atormentam minha mente a ponto me ver sem saber mais o que fazer…Tudo isso só vai aumentando a cada dia, como se fosse uma bola de neve que nunca tem fim. Meu coração está cheio de feridas do passado, que parecem nunca cicatrizarem. Só me aparecem perguntas e mais perguntas, sem saber da onde irei conseguir achar as respostas. Preciso por um fim nisso tudo. Preciso organizar minha vida. Preciso reorganizar meu quarto, meus sentimentos e meu coração. Preciso dar um basta nessa confusão toda, pois assim não dá mais. Esta na hora de renovar, e começar uma nova história desde o começo. Arrumar cada vírgula e cada ponto, para que dessa vez nada dê errado, para que dessa vez eu não me arrependa. Decisões devem ser tomadas o mais breve possível, e de prefêrencia que sejam as certa. Porque as decisões passadas eu não quero nem mais me lembrar. Quero um novo começo, uma nova história. Letícia - (des-ve-lar)
(via cristaliza-me)